O caso da menina sequestrada em Criciúma na madrugada de quarta-feira (23), e resgatada na madrugada desta quinta-feira (24), ganha um novo capítulo. Em uma coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira, dia 24, na 6ª Delegacia Regional de Criciúma, os órgãos de segurança envolvidos nas investigações repassaram informações detalhadas sobre o caso.

Entre as informações divulgadas, está a de que a criança de 11 anos, foi mantida não apenas em um local como uma refém, mas dentro de um porta-malas.

Até o momento, a Polícia Civil de Santa Catarina já sabe que cinco pessoas participaram da ação. Destas, apenas uma foi presa, na tarde de quarta-feira (23). Dos criminosos, quatro foram identificados, e o quinto segue sendo investigado para identificação.

Entenda como foi o crime

O delegado Anselmo Cruz da Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) explicou que para sequestrar a criança, os criminosos colocaram uma cerca na entrada da garagem da residência da família.

“Os sequestradores colocaram uma cerca no portão de entrada da garagem dos pais da criança. Então, o pai não conseguiu entrar em casa. Houve uma luta corporal em que imobilizaram o pai e em cerca de 30 segundos a criança foi levada. Por volta das 6h os sequestradores entraram em contato com o pai com a foto de uma carta fazendo uma série de exigências e pedindo o valor de R$ 11 milhões pelo resgate da criança, que deveriam ser pagos em no máximo 72h”, conta Cruz. 

De acordo com o delegado, a menina foi mantida amarrada, vendada e amordaçada em porta-malas de carros. Outra informação é de que a vítima ficou sem comer e apenas por duas vezes pode ir ao banheiro.

Segundo a autoridade, ainda não se sabe o que motivou o crime, mas o caso segue em investigação.

Um homem foi preso

O primeiro homem preso, na tarde de quarta-feira (23), pelo crime, tem 22 anos e passagens pela Polícia por tráfico de drogas.

“Inicialmente o crime envolve bandidos da região, mas não descartamos a hipótese de pessoas de fora do Estado também”, explica o delegado Anselmo Cruz da Deic.

Outra hipótese que a Polícia investiga é de que haja um 6º elemento envolvido. Um mandante do crime, que pode ter escolhido os bandidos para realizar tarefas específicas do sequestro, sem que todos soubessem onde a vítima estava.

O resgate

A criança foi entregue após negociação feita a partir do contato do bandido já preso pela Polícia. De acordo com o delegado, a criança foi deixada no Rio Grande do Sul. “A menina foi amarrada pelas mãos e pés, vendada e deixada em Três Cachoeiras”, cita.

A pequena, felizmente, foi avaliada por uma equipe médica da Polícia e não apresentava lesões corporais graves. A criança, no entanto, ficou marcada com as fitas usadas pelos criminosos para imobilizá-la.

Fonte: ND+ – Portal Agora