Nesta quinta-feira (26), o Tribunal do Júri da Comarca de Sombrio condenou Dielisson Terres e Ramon Maciel Espíndola pelo assassinato de Ruan dos Santos Varela, de 23 anos, ocorrido em maio de 2020. Ambos os réus foram sentenciados a 17 anos e 2 meses de prisão em regime fechado, pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

O julgamento começou por volta das 9h da manhã e se estendeu ao longo de todo o dia. Familiares e amigos da vítima acompanharam com atenção cada etapa do processo, marcado por depoimentos fortes e emocionantes.
De acordo com a investigação do Ministério Público, o crime foi premeditado. Um dos condenados teria atraído Ruan com mensagens, fingindo ser seu amigo, e o surpreendido dentro de um carro, onde também estava o segundo acusado. A vítima foi rendida, levada até uma área isolada em Balneário Gaivota, forçada a cavar a própria cova e executada com disparos de arma de fogo. O corpo foi enterrado no mesmo local.

Com a condenação, a Justiça dá uma resposta à sociedade e aos familiares de Ruan, que aguardavam esse desfecho desde o desaparecimento do jovem em 2020.

— A justiça foi feita! O que a família queria mesmo — e ainda quer — é encontrar o corpo do Ruan para dar um enterro digno. Mas também estamos bem satisfeitos com a resposta do júri. Agradecemos a presença de todos que estiveram lá, à Promotoria, ao promotor, à polícia de Sombrio, em especial ao policial Glauter Soares, que fez um grande trabalho. Saímos mais aliviados — comentou Carla da Silva dos Santos, tia de Ruan, que falou em nome da mãe do jovem, bastante emocionada no momento.

