Novos detalhes sobre o caso que resultou na morte da professora Jádna Custódia Ferreira Vieira, de 54 anos, reforçam a violência do ataque ocorrido na última quarta-feira (15), em Araranguá. A vítima não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada neste domingo (19).

De acordo com as informações apuradas, Jádna estava no pátio da residência onde morava, na Rua Caetano Lummertz, no bairro Urussanguinha, quando foi surpreendida por um homem armado com uma faca e um simulacro de arma de fogo. O agressor desferiu cerca de dez golpes, atingindo principalmente regiões do tronco, costas e seio.
Mesmo gravemente ferida, a professora foi socorrida e encaminhada ao Hospital Regional de Araranguá, onde permaneceu internada por quatro dias em estado crítico. Apesar dos esforços da equipe médica, ela não resistiu.

O crime gerou forte comoção na cidade e em toda a região, principalmente por ter ocorrido a poucos metros da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI). A proximidade com a unidade especializada aumentou a indignação de moradores.
No sábado (18), a comunidade realizou uma caminhada pacífica pelas ruas de Araranguá, reunindo dezenas de pessoas em um ato marcado por pedidos de justiça e pelo fim da violência contra a mulher.
As investigações seguem sob responsabilidade da Delegacia de Investigação Criminal (DIC), com apoio da DPCAMI. Até o momento, o autor do crime não foi localizado.

O velório da professora iniciou às 16h deste domingo, na Capela Mortuária do Cemitério Cruz das Almas. A cerimônia de despedida está marcada para às 9h30 desta segunda-feira (20), seguida de cremação.
Jádna deixa filhas, familiares e uma trajetória marcada pela dedicação à educação. O caso segue mobilizando a comunidade e reforça o debate sobre a violência contra a mulher na região.
Fonte e Fotos: Portal Agora

