A segurança de pessoas que praticam atividades físicas no período noturno e relatos de situações de assédio em vias públicas foram tema de debate durante a 39ª sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Araranguá, realizada na noite desta segunda-feira (10). A discussão teve início a partir de uma manifestação do vereador Douglas Michels, que levou à tribuna relatos encaminhados por corredores e exibiu vídeos no telão do plenário.

Segundo o vereador, os relatos apontam situações de abordagens e assédio, especialmente contra mulheres que realizam atividades físicas no período noturno. Douglas destacou a necessidade de atenção para trechos com pouca iluminação e defendeu o reforço das rondas policiais, principalmente à noite.

Douglas manifestou repúdio às situações enfrentadas, defendeu que eventuais responsáveis sejam identificados e responsabilizados pelos órgãos competentes. “Infelizmente em pleno 2026 este tipo de situação ocorrendo. Vamos pedir que as nossas autoridades de segurança reforcem as rondas policiais, principalmente à noite, não apenas na XV de Novembro”.

O debate reuniu diferentes sugestões e reforçou a importância da atuação integrada entre Poder Público, forças de segurança e comunidade na prevenção da violência e na construção de estratégias para ampliar a segurança no município.

Na Tribuna, o 1º Secretário também chamou atenção para outras ocorrências relacionadas à segurança no interior de Araranguá, citando relatos frequentes de furtos de fios, bombas de irrigação e transformadores. Segundo ele, os casos preocupam agricultores justamente no período de início de uma nova safra.

Rondas policiais e proteção às mulheres

Durante o debate, o vereador Nelson Soares ampliou a discussão para os mecanismos disponíveis de proteção às mulheres. Ele citou o aplicativo PMSC Cidadão, da Polícia Militar, e destacou a ferramenta de proteção vinculada à Rede Catarina.

Nelson propôs que a Câmara avalie a possibilidade de ampliar o debate sobre o acesso ao chamado “botão do pânico”, atualmente destinado a mulheres que já possuem medidas protetivas, para verificar a existência de alternativas de proteção também em situações de violência e assédio em espaços públicos.

A possibilidade de convidar novamente à Câmara as policiais responsáveis pela Rede Catarina de Proteção à Mulher também foi levantada durante a discussão. A proposta é promover, por meio de requerimento que deverá ser assinado por todos os vereadores, um novo momento de orientação e divulgação dos mecanismos de proteção disponíveis, além de avaliar possíveis alternativas diante das situações relatadas.

Proposta de aplicativo para ampliar a segurança

O vereador Joel Casagrande acrescentou ao debate uma experiência conhecida por ele no município de São Ludgero, onde foi desenvolvido um aplicativo voltado à segurança e à integração entre comunidade e órgãos policiais. Segundo ele, a ferramenta permite o cadastramento de moradores e também o compartilhamento, com a polícia, de imagens de câmeras instaladas em residências. Para o vereador, uma iniciativa semelhante poderia ser estudada em Araranguá, abrangendo não apenas a proteção às mulheres, mas também a participação da comunidade na prevenção e no enfrentamento da criminalidade.

Melhoria da iluminação

Por meio da Indicação 469/2026, foi solicitada ao Poder Executivo a substituição das lâmpadas nas proximidades do Hospital H-Con, bairro Mato Alto, para trazer mais segurança aos praticantes de exercício que por ali circulam, já que segundo ele, no local há poucas residências e baixa luminosidade.