A tecnologia está cada vez mais presente, facilitando a forma de negociar, vender, comprar ou trocar produtos. No entanto, assim como nos negócios presenciais, em algumas ocasiões ocorrem discordâncias que levam os envolvidos a recorrerem ao telefone de emergência 190 da Polícia Militar. Foi exatamente isso que ocorreu na tarde de sexta-feira, dia 25, por volta das 15 horas, na Estrada Geral, Linha Floresta, interior de Sombrio.

A PM foi chamada para intervir em um desacordo comercial. No local, um homem relatou à PM que é morador de Araranguá. Ele viu a possibilidade de comprar um veículo Ford Ka pela internet, através do Facebook. Após contato online, o comprador dirigiu-se à residência do vendedor. Após terem concordado com o negócio, ele realizou uma transferência PIX no valor de 1.900.00 reais e pegou o veículo combinado para retornar a Araranguá.

No entanto, logo após percorrer 1 km, o veículo começou a apresentar problemas mecânicos. O comprador voltou à casa do vendedor, mas este já não estava mais lá. A esposa do vendedor informou que não iria desfazer o negócio. Diante disso, o homem acionou a PM para registrar um boletim de ocorrência.

Atualização

Na noite de domingo, o vendedor do carro entrou em contato com a reportagem e com o site 2linhas.com para contar a sua versão dos fatos.

“Primeiro, quero deixar claro que sou uma pessoa honesta e trabalho todos os dias para ganhar o meu sustento. Sou um construtor de reboques para veículos e, em alguns negócios, costumo aceitar carros em troca. Foi assim que peguei este veículo, um Ford KA 1998, em pagamento de uma dívida. Como as coisas não estão fáceis para ninguém, precisava ganhar dinheiro, então coloquei o carro à venda no Facebook”, comenta o vendedor. Ele acrescenta que o valor que colocou no Facebook para venda era de R$2.500.

Segundo o mesmo vendedor, foi então que um comprador de Araranguá o procurou dizendo que gostaria de comprá-lo. O comprador foi até a sua residência e, após uma negociação extensa, o comprador conseguiu arrematar o veículo pelo valor de R$1.900. O comprador dirigiu o carro para testá-lo e, em seguida, realizou uma transferência PIX e pegou o carro para ir embora. “Naquele momento, eu saí, pois tinha alguns trabalhos para fazer na rua. Ninguém entrou em contato comigo para informar que o carro havia apresentado problemas. Fiquei sabendo pela minha esposa que o comprador voltou à minha casa extremamente indignado para discutir com ela e acionar a polícia. Em relação ao negócio que tínhamos feito. O correto seria o comprador ter me ligado para que pudéssemos conversar e chegar a um acordo, em vez de ligar e discutir com minha esposa e ainda  acionar as autoridades”, concluiu o vendedor. Que relatou que até o momento o comprador  não entrou em contato