Energético faz mal? Entenda quando o consumo pode ser seguro
O consumo de energéticos costuma gerar muitas dúvidas. Há quem acredite que uma única lata já é prejudicial à saúde, enquanto outras pessoas consomem diariamente sem muita preocupação. Mas afinal: o energético faz mal para todo mundo?
Antes de tudo, é importante entender que o principal composto estimulante dessas bebidas é a cafeína. Segundo recomendações de organizações internacionais de saúde, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras entidades de referência, adultos saudáveis podem consumir até cerca de 400 mg de cafeína por dia com segurança.
Para ter uma ideia, a maioria das latas de energético disponíveis no mercado contém entre 80 mg e 200 mg de cafeína, dependendo da marca e do tamanho da embalagem. Ou seja, uma lata isolada geralmente não ultrapassa o limite diário recomendado para um adulto saudável.
Outro ponto importante é o teor de açúcar. Muitas versões tradicionais de energéticos possuem quantidades elevadas de açúcar, o que contribui para aumento da ingestão calórica e pode impactar negativamente a saúde quando consumido com frequência. Por isso, optar pelas versões sem açúcar pode ser uma alternativa melhor.
No entanto, isso não significa que o consumo seja totalmente isento de riscos.
O problema costuma aparecer quando há excesso ou associação com outras fontes de cafeína ao longo do dia. Por exemplo: energético somado a café, pré-treinos, refrigerantes ou até alguns chás estimulantes. Nesses casos, a ingestão total de cafeína pode ultrapassar facilmente o limite recomendado.
Quando em excesso, ou por pessoas que já possuem sensibilidade maior a cafeína, esse consumo pode provocar sintomas como ansiedade, insônia, taquicardia, irritabilidade e aumento da pressão arterial.
Além disso, existem grupos que devem ter atenção redobrada ou evitar esse tipo de bebida. Pessoas com ansiedade, hipertensão, doenças cardiovasculares, gestantes, lactantes, crianças e adolescentes podem ser mais sensíveis aos efeitos da cafeína.
Portanto, o ponto central não está em colocar o energético como um problema, mas sim em compreender quantidade, contexto e individualidade. Para adultos saudáveis, uma lata ocasional dificilmente será um problema. Já o consumo frequente, associado a outras fontes de cafeína, pode trazer efeitos indesejados.
Mais do que proibir alimentos ou bebidas, eu como nutricionista, busco promover informação e escolhas conscientes.
AMANDA DE VARGAS DE OLIVEIRA
Nutricionista especialista em saúde mental | CRN10 9720
https://www.instagram.com/amandavargasnutri



