Um caso que parece ter saído de um roteiro de cinema chamou a atenção de todo o país e teve como cenário a cidade de Joinville, no Norte de Santa Catarina. Uma mulher adulta foi presa após ser descoberta vivendo sob uma identidade falsa, se apresentando como uma menina de apenas 12 anos.

De acordo com a Polícia Civil, a suspeita teria conseguido enganar diversas pessoas ao longo dos últimos anos utilizando histórias de abandono, maus-tratos e vulnerabilidade para conquistar a confiança de famílias e instituições. Em Joinville, ela foi acolhida por uma família que acreditava estar ajudando uma adolescente em situação de risco.

A investigação aponta que a mulher permaneceu por cerca de 14 meses convivendo com a família, que passou a tratá-la como filha. Durante esse período, recebeu moradia, alimentação, atendimento médico, apoio financeiro e acompanhamento constante dos responsáveis.

Para sustentar a falsa identidade, a suspeita apresentava comportamentos infantis, utilizava voz semelhante à de uma criança e relatava supostas condições de saúde que ajudavam a justificar características físicas incompatíveis com a idade informada.

As suspeitas surgiram após familiares e pessoas próximas começarem a perceber inconsistências em sua história. A partir das denúncias, a Polícia Civil iniciou uma investigação que revelou que situações semelhantes já teriam ocorrido em outros estados brasileiros.

Segundo os investigadores, a mulher teria utilizado o mesmo método diversas vezes, mudando de cidade e criando novas versões de sua história para obter acolhimento e apoio das vítimas.

O caso ganhou repercussão nacional e rapidamente passou a ser comparado ao filme “A Órfã”, devido à semelhança com a trama em que uma adulta assume a identidade de uma criança.

A mulher foi presa pelos crimes relacionados à falsa identidade e estelionato. A Justiça também determinou a realização de avaliações para auxiliar no andamento das investigações.

O caso segue sendo apurado pela Polícia Civil, que busca identificar outras possíveis vítimas e esclarecer a extensão dos golpes praticados pela suspeita em diferentes regiões do país.