RISCO INEVITÁVEL OU ACEITÁVEL?
Discutir esses dois tipos de risco não é apenas uma questão de segurança, mas também de educação ambiental e respeito ao ecossistema, fundamentais para uma aventura consciente e sustentável.
Explorar os cânions dos Parques Nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral, assim como o seu entorno, é uma experiência que mistura beleza natural e desafios ambientais únicos, exigindo atenção especial aos riscos presentes nessas áreas protegidas. Em meio a trilhas vertiginosas, mudanças climáticas bruscas e a presença de fauna silvestre, o visitante precisa compreender que há riscos inevitáveis, ligados à própria dinâmica da natureza, e riscos aceitáveis, que podem ser minimizados com preparação, informação e conduta responsável.
RISCOS INEVITÁVEIS
Nos Parques Nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral, os riscos inevitáveis relacionados à fauna dizem respeito principalmente ao comportamento natural e imprevisível dos animais silvestres. Por exemplo, encontros inesperados com felinos como o puma (Puma concolor) ou serpentes em áreas menos frequentadas são considerados inevitáveis, pois fazem parte do habitat natural desses animais e não podem ser completamente evitados, mesmo com planejamento. Segundo o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), esses parques preservam ecossistemas de Mata Atlântica e Campos de Altitude, habitats nativos de diversas espécies com comportamento territorial e noturno, dificultando a previsão de sua presença (ICMBio, 2023). Além disso, animais como javalis (espécie invasora) podem representar risco de ataque ou de transmissão de doenças, sendo sua aparição considerada um fator ambiental fora do controle direto dos visitantes ou da gestão do parque.
RISCOS ACEITÁVEIS
Já os riscos aceitáveis são aqueles que, embora possíveis, podem ser reduzidos com condutas preventivas. É o caso do contato com insetos como mosquitos, formigas e carrapatos, comuns nas trilhas e gramíneas dos cânions, especialmente em épocas mais úmidas. Usar roupas compridas, repelente e evitar áreas de vegetação densa já minimiza significativamente o risco de picadas ou doenças. Além disso, a alimentação inadequada de animais silvestres por visitantes é um risco gerado pela imprudência humana e não pela fauna em si — comportamento que pode ser evitado com orientação adequada, como destacam os manuais de visitação segura da Rede de Trilhas do Brasil e do ICMBio (ICMBio, 2023).
Portanto, os riscos com animais nesses parques tornam-se aceitáveis quando o visitante adota uma postura respeitosa e consciente em relação à natureza. Não só em áreas obrigatórias, mas você deve considerar prudente a contratação de um guia ou condutor credenciado em todas as suas aventuras.
INEVITÁVEIS X ACEITÁVEIS
Segue abaixo um quadro comparativo com exemplos de riscos inevitáveis e aceitáveis relacionados aos animais que habitam os Parques Nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral:

Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso (RedeTrilhas), Manual de Boas Práticas para Visitantes, 2022.
O que aconteceu nesses dias…
– Homem é atacado por puma em Maquiné/RS
No último domingo, 4 de maio de 2025, um agricultor aposentado foi atacado por um puma (também conhecido como onça-parda ou leão-baio) na localidade de Pedra do Amolar, zona rural de Maquiné, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. A vítima sofreu ferimentos e foi encaminhada a uma unidade de saúde da região, encontrando-se em estado estável. Segundo relatos, o ataque teria sido interrompido pela intervenção de um cão, que afugentou o animal.
Matéria completa no site https: //leouve.com.br/cidades/litoral-gaucho/homem-e-atacado-por-puma-em-maquine-no-litoral-norte-do-rs/?utm_source=chatgpt.com
Até a próxima matéria !!
Luiz Fernando Soares
Técnico e Gestor de Turismo – Cadastur 24.016176.96-2
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Coluna Caminhos do Mar e das Alturas
O nome desta coluna evoca a conexão do homem com as atividades entre a grandiosidade dos cânions regionais e a serenidade das praias, criando uma identidade única para a coluna. Reforça o simbolismo da jornada e da conexão entre os elementos da região, com conteúdo envolvendo os segmentos que atendem e direcionam o turismo regional.
Como diretor da TecTur Turismo, sou guia de turismo credenciado nos Parques Nacional de Aparados da Serra e Serra Geral, especificamente na 9ª Região Turística Caminho dos Canyons do Sul – Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Sou apaixonado pela fotografia de natureza e das aventuras em que participo, além da consultor e orientador no segmento do turismo rural. Também realizo trabalhos como coordenador e difusor de estratégias e análises no segmento de pesquisa político/administrativo. Gaúcho de Porto Alegre, há mais de 20 anos resido com minha família em Santa Catarina, atualmente no centro de uma região com turismo 12 meses por ano: Sombrio.


