Em menos de 24 horas o delegado André Coltro, coordenador da Central de Plantão Policial de Araranguá, elucidou o crime de homicídio que vitimou Eliane dos Santos Gonçalves, de 55 anos, encontrada morta dentro de casa (no chão da cozinha) no final da tarde de sexta-feira, dia 26, na Rua da República, no bairro Arapongas, em Araranguá.

Portal Agora! acompanhou com exclusividade e trouxe em primeira mão o desfecho do assassinato que chocou amigos e familiares de Eliane, que acreditavam num primeiro momento se tratar de morte natural. Contudo, o principal suspeito do crime estava na cena do crime e no velório da vítima.

Neste sábado, dia 27, o delegado Coltro após receber o laudo do IML, que apontou a causa morte por estrangulamento resultando em asfixia por constrição cervical, pediu aos policiais civis que conduzissem novamente à delegacia, ex-companheiro, ex-compamheiro de Eliane, que estava morando no imóvel onde o crime ocorreu juntamente com a vítima e seus filhos, com quem se relaciona há mais de 20 anos entre “idas e vindas”.

No final da tarde, o ex-companheiro foi encontrado no velório e convidado para ir até a delegacia para ser ouvido novamente. Ao delegado, ele confessou ter aplicado um golpe conhecido como “mata-leão” e ao ver que a vítima estava sem os sinais vitais chamou a vizinha e pediu que acionasse o Corpo de Bombeiros, por volta das 19h10.

A motivação do crime, segundo o autor confesso, é o relacionamento conturbado em que o casal (ex-casal) vivia, uma vez que ele estava desempregado e a vítima arcava com as despesas e o cobrava para que a ajudasse.

Por volta das 17h de sexta-feira, em mais uma discussão, estando na casa apenas o ex-casal, ele golpeou a vítima e depois que percebeu que estava sem os sinais vitais, correu à vizinha dizendo que havia chegado em casa e encontrado a mulher caída no chão da cozinha.

Conforme apurado pela reportagem, o ex-companheiro tem passagens policiais por violência doméstica, tendo como vítima em mais de uma oportunidade, Eliane dos Santos Gonçalves.

Após ter sido ouvido e confessado a autoria do crime, por não haver flagrante, ele foi liberado. O delegado afirmou que irá representar pela prisão preventiva do x-companheiro.

Matéria cedida por Portal Agora