Condenado a 16 anos de prisão em julgamento na Comarca de Araranguá ocorrido em agosto de 2022, o executor do homicídio do empresário André Roberto Alves, conhecido como “Beto da EJW”, foi preso nesta quarta-feira, dia 29, pela Polícia Civil Catarinense.

O mandado de prisão, expedido pela 1° Vara de Criminal de Araranguá, foi cumprido pela Delegacia de Capturas da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DECAP/ DEIC) em desfavor de Daniel Alves, mais conhecido como “Nego Daniel”.

Policiais civis de Araranguá constataram que Daniel se evadiu da cidade, então repassaram informações e solicitaram apoio na localização e captura do foragido à DECAP/DEIC. Após investigações, o condenado foi encontrado no bairro Jardim América, em Foz do Iguaçu, no Paraná. A prisão contou com o apoio da Divisão Estadual de Narcóticos da Polícia Civil do Paraná.

O mandante do homicídio, Jorge Acir Cordeiro, que teve a pena aumentada de 16 para 24 anos pelo TJ-SC, já havia sido preso em agosto, em um apartamento, no bairro Itacurubi, em Florianópolis. Os policiais cumpriram o mandado de prisão expedido pela 1° Vara de Criminal de Araranguá após a Diretoria de Investigação Criminal (DIC) de Araranguá apontar a possibilidade de fuga.

Entenda o caso

No dia 6 de fevereiro de 2008, o empresário conhecido como “Beto da EJW, foi abordado pelos réus quando chegava em sua casa na Avenida Beira-Mar, no Balneário Arroio do Silva. Na ocasião, ele foi alvejado e executado por cinco tiros de revólver.

Conforme denúncia oferecida pelo MPSC, Jorge e André mantinham, até o mês de novembro de 2004, uma sociedade empresarial, ainda que informal. Eram, junto com Evarlene Marlene Garcia Alves, os sócios da empresa EJW Construtora LTDA, que recebeu do Poder Público de Balneário Arroio do Silva, mediante prévio certame licitatório, a incumbência de levar a efeito a distribuição de água ao Município.

Segundo a ação penal, durante o exercício da atividade empresarial, os sócios Jorge e André passaram a discordar no que dizia respeito à administração da empresa, culminando no afastamento de Jorge, em novembro de 2004.

Esse rompimento não foi bem aceito por Jorge, que entendia lhe ser devido valor superior ao efetivamente pago pela participação na empresa e passou a proferir ameaças de que se vingaria do ex-sócio pelo fato de, no seu entender, ter sido lesado financeiramente.

Assim, já no ano de 2008, Jorge Cordeiro manteve contato com “Nego Daniel”, que já conhecia das atuações como advogado e contratou ele pagando a importância de R$ 5 mil para que matassem André.

Ainda de acordo com a denúncia do MPSC, o réu Jorge agiu impelido por motivo torpe, uma vez que o crime foi motivado pela ganância e a irresignação com a sua saída da sociedade empresarial EJW Construtora Ltda.

Por fim, segundo a acusação, o crime foi cometido mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima, uma vez que André foi surpreendido e executado

Fonte: Portal Agora